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O amanhecer na cratera COPERNICUS.
(créditos: Vaz Tolentino.)

Informações sobre a Foto

O amanhecer na cratera COPERNICUS.

(créditos: Vaz Tolentino.)

Cratera COPERNICUS:

Diâmetro: 96 Km;

Profundidade: 3,8 Km;

Coordenadas Selenográficas: LAT: 09° 42′ 00″ N, LON: 20° 00′ 00″ W;

Período Geológico Lunar: Período Copernicano (1,1 bilhões de anos atrás até os dias atuais).

Melhor época para observação: 2 dias após a fase “quarto crescente” ou 1 dia após a fase “quarto minguante”.

Quem foi Nicolaus COPERNICUS? Astrônomo polonês da renascença (1473 -1543). Combateu o geocentrismo (a Terra como o centro do Universo) formulando o modelo heliocêntrico (o Sol como centro do Universo, com Terra e os planetas girando ao seu redor). Em outras palavras, ele “retirou” a Terra do centro do Universo.

A proeminente COPERNICUS é um alvo fácil para telescópios e localiza-se ao sul do Mare IMBRIUM. COPERNICUS é uma espetacular cratera de impacto de morfologia complexa, com cerca de 800 milhões (alguns autores consideram 1 bilhão) de anos. Essa proeminente, interessante e jovem cratera possui um dos mais destacados sistema de “raios brilhantes” da Lua, que são trilhas de materiais mais recentes (com alto albedo ou refletividade da luz), criadas por sobre a superfície lunar, a partir dos escombros ejetados pelo enorme impacto que criou COPERNICUS. Os raios brilhantes se estendem por até 700 Km em todas as direções, através dos mares de lava circundantes.

COPERNICUS não é uma cratera com o perímetro perfeitamente circular. Na realidade seu aro é angulado e definido por uma sequência de 7 segmentos relativamente retos, formando uma espécie de perímetro poligonal. Os segmentos foram criados pela ação das ondas de choque, durante e imediatamente após a explosão colossal do impacto do asteroide ou cometa que criou a cratera.

As bordas externas que circundam COPERNICUS formaram uma espécie de encosta “fortificada”, com paredes escarpadas e inclinadas, criadas pelos escombros provenientes do impacto. As paredes internas são notoriamente estruturadas em terraços ou degraus, criados por seções circulares de materiais que deslizaram principalmente logo após o impacto.

O piso interno de COPERNICUS encontra-se 3,8 Km abaixo do topo da borda da cratera e mostra-se plano, porém levemente rugoso, apresentando protuberantes montes quase centrais, com o pico mais alto atingindo cerca de 1.2 Km acima da superfície do fundo da cratera. Montes centrais ascendem no piso interior das crateras, quando as rochas da crosta lunar são excessivamente comprimidas pelos poderosos impactos que as criaram, e reagem com uma espécie de ricochete (ação e reação). Os picos centrais de COPERNICUS contém materiais com origem provável de 5 a 10 Km abaixo da superfície.

Crateras Secundárias:

Os escombros ejetados no grande impacto que escavou COPERNICUS, acabaram por criar na superfície circundante, uma notável cadeia de minúsculas crateras secundárias, localizadas a oeste e a noroeste da cratera fantasma STADIUS de 69 Km de diâmetro (algumas também posicionadas por sobre sua superfície), chegando até a borda sul do Mare IMBRIUM, onde continuam na forma de uma cadeia de crateras justapostas, formando uma espécie de canal. Alguns desses materiais ejetados provavelmente escaparam da gravidade lunar (velocidade de escape da Lua = 2,38 Km/s) e atingiram nosso planeta na forma de meteoritos.

É surpreendente a impressionante quantidade de pequenas crateras secundárias no entorno de COPERNICUS, pois apenas cerca de 2% do volume de rochas lunares que são escavadas na formação de uma grande cratera, conseguem criar crateras secundárias. De modo geral, o material remanescente ou é pulverizado em pedaços pequenos demais para produzirem crateras secundárias, ou então são ejetados com grande velocidade, suficiente para criar sistemas de raios brilhantes com centenas de quilômetros, ou até escaparem da força gravitacional da Lua. Também é quase certo que alguns escombros ejetados pelo impacto que formou COPERNICUS atingiram a Terra na época de sua criação.

FotoA proeminente e jovem cratera COPERNICUS, clássica cratera de impacto de morfologaia complexa, com suas paredes internas estruturadas em terraços, fortificação circundante na encosta externa e montanhas no centro do piso. A imagem também apresenta a cratera fantasma STADIUS e cratera ERATOSTHENES. Foto executada por VTOL em 28‎ de ‎junho‎ de ‎2012, ‏‎20:50:20.

IlustraçãoLua cheia mostrando a área de abrangência da foto apresentada de COPERNICUS, ao lado do perfil altimétrico (NASA / LRO QuickMap) da bela cratera, com o traçado SW - NE. Foto e perfil executados por VTOL.

FotoO perfil altimétrico W – E (NASA / LEO QuickMap) da seção da parede interna leste de COPERNICUS, mostrando a estruturação em terraços (como se fossem degraus ou curvas de nível) e o perfil altimétrico no sentido SW – NE (NASA LRO QuickMap) dos picos centrais dessa bela cratera. Foto executada por VTOL em ‎30‎ de ‎maio‎ de ‎2012, ‏‎21:32:44.

FotoPouco antes das fases quarto crescente e quarto minguante, COPERNICUS fica inteiramente preenchida por sombra negra, parecendo um grande buraco sem fundo. A foto mostra também as inúmeras crateras secundárias criadas pelos escombros ejetados pelo impacto que criou COPERNICUS. Foto executada por VTOL em 29‎ de ‎maio‎ de ‎2012, ‏‎20:10:10.

Cratera ERATOSTHENES:

Diâmetro: 58 Km.

Profundidade: 3,6 Km.

Coordenadas Selenográficas: LAT: 14° 30′ 00″ N, LON: 11° 18′ 00″ W.

Período Geológico Lunar: Eratostheniano (Eratosthenian): de 3,2 bilhões até 1,1 bilhão de anos atrás.

Melhor período de observação: 1 dia após o quarto-crescente ou no quarto minguante.

Quem foi ERATOSTHENES? ERATOSTHENES de Cyrene (275 aC - 195 aC ) foi um matemático, geógrafo e astrônomo grego. Ele foi o primeiro a usar a palavra "geografia" em grego e inventou essa disciplina como nós a entendemos hoje. Ele foi o primeiro a determinar com relativa precisão a circunferência da Terra.

A cratera de impacto de morfologia complexa ERATOSTHENES está situada no estremo sul da longa cordilheira dos Montes APENNINOS (401 Km de extensão), bem na fronteira entre o Mare IMBRIUM e o Sinus AESTUUM. Possui aro circular bem definido, com encostas altas e íngremes. Suas paredes internas são esculpidas em terraços (como se fossem grandes degraus).  Os degraus foram formados quando as faces de dentro das paredes entraram em colapso e deslizaram por toda a circunferência interna. A borda externa apresenta encostas fortificadas no seu entorno, criada por materiais escavados e ejetados durante o impacto.

O piso interno de ERATOSTHENES é irregular e um pouco rugoso, apresentando uma montanha central com alguns picos. Picos centrais ocorrem em crateras de morfologia complexa, como resultado da reação de camadas interiores da superfície, que procedem com um "rebote" contra o impacto inicial do corpo que criou a cratera. Picos centrais quando emergem desprendem energia que pode até mesmo ajudar a causar deslizamentos para formar degraus ou terraços nas bordas internas, além de depositar escombros ou pedregulhos ao longo do piso interno da cratera.

Na década de 1960, a cratera ERATOSTHENES foi identificada pelos cientistas americanos Gene Shoemaker e Robert Hackman, através de parâmetros de estratigrafia (ciência que determina as idades relativas de materiais geológicos, observando as relações de sobreposição entre as diferentes unidades geológicas), como um importante marcador geológico na história da Lua, delimitando o período da escala de tempo lunar mais longo (Período Eratostheniano), estimado dentro do intervalo que varia entre 3,2 bilhões a 1,1 bilhão de anos atrás.

FotoComposição fotográfica mostrando a proeminente cratera ERATOSTHENES em dois tempos. Na imagem superior ERATOSTHENES recebe a luz solar vinda do oeste (tarde lunar) e na imagem inferior, vinda do leste (manhã lunar). O posicionamento das fotos na Lua cheia também é mostrado juntamente com os perfis altimétricos (NASA / LRO QuickMap) da bela cratera. Fotos por VTOL em ‎27‎ de ‎março‎ de ‎2011, ‏‎05:21:12 (superior) e 20‎ de ‎junho‎ de ‎2010, ‏‎20:17:42 (inferior).

 

Fotos executadas com apenas 1 frame cada (da esquerda p/ direita e de cima p/ baixo):  ‎16‎ de ‎abril‎ de ‎2016, ‏‎19:39:20, ‎28‎ de ‎junho‎ de ‎2012, ‏‎20:50:20, 29‎ de ‎maio‎ de ‎2012, ‏‎20:10:10 e ‎31‎ de ‎maio‎ de ‎2012, ‏‎22:00:02.

Foto executada com apenas 1 frame em 16‎ de ‎abril‎ de ‎2016, ‏‎18:50:20 (21:50:20 UT).

Foto executada com apenas 1 frame em 16‎ de ‎abril‎ de ‎2016, ‏‎19:40:34 (22:40:34 UT).

Composição com fotos executadas com apenas 1 frame cada: Foto maior: 09 de agosto de 2019, 19:46:15 (22:46:15 UT) - Foto menor: 16 de abril de 2016, 19:40:34 (22:40:34 UT).

Foto executada com apenas 1 frame em 16‎ de ‎abril‎ de ‎2016, ‏‎19:41:26(22:41:26 UT).

Foto executada com apenas 1 frame em 07‎ de ‎outubro‎ de ‎2019, ‏‎18:55:36 (21:55:36 UT).

Foto executada com apenas 1 frame em 0‎1‎ de ‎maio‎ de ‎2020, ‏‎19:36:46 (22:36:46 UT).

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