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Vulcões extintos: Megadomo Mons RÜMKER e domo Mairan T
(créditos: Vaz Tolentino e NASA.)

Informações sobre a Foto

Vulcões extintos: Megadomo Mons RÜMKER e domo Mairan T

(créditos: Vaz Tolentino e NASA.)

ImagemLua cheia mostrando a abrangência da foto enfocando Mons RÜMKER - VTOL.

 

Mons RÜMKER:

Diâmetro médio: 65 Km.

Altitude máxima: 1,3 Km;

Coordenadas selenográficas: LAT: 40° 48′ 00″ N, LON: 58° 06′ 00″ W;

Período Geológico Lunar: Ímbrico (-3,85 bilhões a -3,2 bilhões de anos atrás).

Melhor período para observação: 5 dias após o quarto-crescente ou 4 dias após o quarto minguante.

Quem foi Rünker? Esta magnífica formação foi nomeada em homenagem ao astrônomo alemão Karl Ludwig Christian Rümker (1788 – 1862).

ImagensMons RÜMKER fotografado em voo orbital pela sonda lunar robótica americana LRO da NASA.

Mons RÜMKER é um amplo conjunto maciço de domos de origem vulcânica. Sua estrutura é composta por um grupamento complexo e coeso de domos menores sobrepostos (a maioria tem encostas baixas e alguns poucos são mais íngremes), que são mais antigos do que as lavas circundantes da região norte extrema do Oceanus PROCELLARUM, onde Mons RÜMKER está localizado de forma isolada.

Mons RÜMKER é uma formação complexa de perfil amplo, irregular e discreto (baixo ângulo de elevação), caracterizado como um grande monte de lava massivo, largo, disforme e achatado (o ponto mais alto e isolado de sua superfície atinge 1,3 Km em relação às lavas da região circundante), com encostas baixas, apresentando aproximadamente 65 km de diâmetro. MONS RÜMKER é uma formação difícil de observar e fotografar. Somente é possível visualizá-lo com qualidade se o ângulo da luz solar estiver baixo, ou seja, Mons RÜMKER precisa estar próximo do terminadouro (a linha que separa o dia da noite).

Imagens feitas através de voos orbitais de sondas lunares mostram duas coisas:

- a sua superfície de Mons RÜMKER é cravejada por um grande número de minúsculas crateras de impacto (pequenas demais para serem visualizadas da Terra) e isso indica que esse complexo vulcânico é mais antigo do que as lavas circundantes do Oceanus PROCELLARUM.

- existem na superfície de Mons RÜMKER, pequenas cúpulas ou domos que possuem minúsculas cavidades (“pit craters”) ou respiradouros, por onde a lava escapou.

Um domo foi um vulcão ativo no passado lunar. Ele é o resultado da erupção de volumes de lavas viscosas por uma abertura na crosta. Essas lavas sofreram resfriamento relativamente lento. As erupções vulcânicas da Lua iniciaram suas atividades no período Ímbrico, há 3,8 bilhões de anos atrás e cessaram a cerca de 1 bilhão de anos atrás, no período Copernicano.

Mons RÜMKER pode ser considerado o maior domo (ou conjunto coeso de domos) vulcânico da Lua. Ele hospeda perto de 10 domos menores. Como dissemos, alguns desses domos apresentam orifícios em seus picos, indicando por onde a lava fluiu.

Mons RÜMKER tem uma região com superfície lisa e mais baixa, fora do centro de seu corpo, localizada em seu quadrante leste. Fora essa região, a maior parte da superfície de Mons RÜMKER, é um pouco mais alta e muito irregular e rugosa, sendo mais antiga do que a região baixa, que é jovem e de textura suave.

Imagens orbitais de alta resolução, obtidas por sondas robóticas lunares, indicam que todo o corpo de Mons RÜMKER (tanto a parte irregular mais alta, quanto a parte lisa mais baixa) possue coloração um tanto diferenciada, o que indica uma composição mineral diferente do mar de lava circundante.

Como não existem vento nem água na superfície lunar, os processos erosivos são extremamente lentos. Por isso, formações lunares conhecidas como domos, cúpulas, escudos ou cones vulcânicos, continuam preservadas.

A razão para a existência de Mons RÜMKER sempre foi duvidosa, mas pode estar relacionada com as duas outras anomalias vulcânicas existentes no norte do Oceanus PROCELLARUM, que são o Vallis SCHÖTER (no ARISTARCHUS Plateau) e os múltiplos domos existentes na região da cratera MARIUS.

ImagemMons RÜMKER fotografada pela sonda robótica Lunar Orbiter da NASA.

ImagemFotografia panorâmica de Mons RÜMKER obtida pela missão APOLLO 15 - NASA.

ImagemPerfil altimétrico SW - NE de Mons RÜMKER, mostrando sua superfície irregular - LRO QuickMap.

Foto executada com apenas 1 frame em  ‎20‎ de ‎abril‎ de ‎2016, ‏‎00:49:20 (03:49:20 UT).

Composição fotográfica feita com apenas 1 frame em (esquerda) ‎01‎ de ‎julho‎ de ‎2012, ‏‎21:50:54 (00:50:54 UT) e (direita)  ‎20‎ de ‎abril‎ de ‎2016, ‏‎00:49:20 (03:49:20 UT).

Foto executada com apenas 1 frame em 18‎ de ‎janeiro‎ de ‎2019, ‏‎23:13:00 (02:13:00 UT).

Foto executada com apenas 1 frame em 18‎ de ‎janeiro‎ de ‎2019, ‏‎22:40:38 (01:40:38 UT).

Domo Vulcânico "Mairan T" (Vulcanic Dome Mairan T):

Tipo: Domo ou cone vulcânico.

Base: aproximadamente 8 Km de diâmetro.

Altitude: aproximadamente 735 m.

Coordenas selenográficas: LAT: 41,9o N; LON: 48,2o W.

Período Geológico Lunar: Ímbrico (de 3,85 até 3,2 bilhões de anos atrás).

Melhor período para observação: 4 dias após o quarto-crescente ou 3 dias após o quarto-minguante.

"Dome Mairan T" é uma pequena, hemisférica e isolada cúpula de origem vulcânica, com cerca de 8 Km de diâmetro na base e 735 m de altitude.  "Dome Mairan T" contém em seu topo uma minúscula cratera de aproximadamente 3 Km de diâmetro e 350 m de profundidade. Essa pequena cratera é conhecida como "Mairan T". A borda NW da cratera Mairan T é mais alta aproximadamente 220 m do que a borda SE (veja o perfil altimétrico adiante).

"Dome Mairan T" é um antigo vulcão lunar, que apresenta cone muito brilhante e destacado (alto albedo). Sua superfície clara indica que esse domo vulcânico foi formado por lavas ricas em sílica que são diferentes e muito mais viscosas do que o basalto escuro tradicional, rico em ferro, existentes nos mares lunares.

"Dome Mairan T" está localizado a cerca de 87 Km a oeste da cratera MAIRAN (diâmetro: 40 km, profundidade: 2,7 Km), posicionado de forma isolada nas lavas da região norte do oceanus PROCELLARUM. O nome MAIRAN homenageia Jean-Jacques d'Ortous de Mairan (1678 - 1771) que foi um geofísico e astrônomo francês.

FotoLua cheia mostrando a abrangência da foto enfocando o Domo Vulcânico "Mairan T".

ImagemO Domo Vulcânico Mairan T fotografado pela sonda lunar robótica americana LRO da NASA.

Imagem: Outra foto em altíssima definição do Domo Vulcânico Mairan T capturada pela sonda lunar robótica americana LRO da NASA.

ImagemO perfil altimétrico NW - SE do Domo Vulcânico Mairan T - LRO QuickMap.

ImagemO perfil altimétrico SW - NE do Domo Vulcânico Mairan T - LRO QuickMap.

 

Foto acima executada com apenas 1 frame em 0‎‎9‎ de ‎junho‎ de ‎2014, ‏‎20:54:14 (23:54:14 UT).

Foto executada com apenas 1 frame em 0‎4‎ de ‎março‎ de ‎2012, ‏‎21:33:06 (00:33:06 UT).

Composição: Fotos executadas com apenas 1 frameEsqueda: 09‎ de ‎junho‎ de ‎2014, ‏‎20:54:14 (23:54:14 UT). Direita: 09‎ de ‎junho‎ de ‎2014, ‏‎21:34:00 (00:34:00 UT).

Foto executada com apenas 1 frame em 0‎9‎ de ‎junho‎ de ‎2014, ‏‎20:53:24 (23:53:24 UT).

Foto executada com apenas 1 frame em 0‎3‎ de ‎dezembro‎ de ‎2014, ‏‎23:56:17 (02:56:17 UT).

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