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Refrator orion Premium 102 mm ED

Review do Telescópio Refrator ORION Premium 102 mm ED

Review ORION 102mm F/7 (por joão Marcos)

 

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Quando iniciei a avaliação desse refrator, no final de 2011, não imaginava o quão complexa seria tal tarefa. A cada novo limite alcançado surgiam novas possibilidades. E talvez ainda surjam mais outras. O presente texto não encerra a avaliação mas já aponta para algumas conclusões que amadureceram nesse tempo todo: trata-se de um equipamento com muitas possibilidades e com um repertório vastíssimo de aplicações para uma abertura de apenas 102mm. Vamos a elas!

 

PORTABILIDADE: por ter um foco relativamente curto, 714mm, o conjunto fica menor ainda com um protetor de orvalho retrátil: o menor comprimento do tubo, com o focalizador todo retraído é de . Isso facilita demais o transporte e ainda mais o armazenamento: ele cabe inteiro em uma gaveta. E o maior comprimento, com o curso do focalizador no máximo, é de . O tubo com a objetiva e o focalizador pesa cerca de 4,1 kg garantindo facilidade no manuseio.

 

PARTE FÍSICA: o focalizador é do tipo 10:1 garantindo um ajuste rápido e muito preciso, essencial para observação lunar ou planetária, onde é necessário uma ampliação maior, acima de 150x. Para objetos de céu profundo esse focalizador também atende bem. Pode ser usada uma diagonal de 2 pol. Vem com adaptador de 2 pol para 1,25 pol. Ou seja, aceita os dois diâmetros mais populares. Vem com dovetail e aneis de fixação para montagens. Funciona bem em montagens azimutais como AZ3, Vixen Porta e AZ4 assim como em montagens equatoriais menores como a EQ1 ou EQ2.

Não foi avaliado o item Observação Terrestre e Estrelas Duplas (ainda!)

 

Avaliação em observação visual:

Oculares: Skywatcher Zoom 8-24, 5, 6, 10, e 26mm; Barlow 1,5X GSO; Diagonal 90 graus, espelhada;

Observações realizadas em área urbana com poluição luminosa expressiva;

 

Magnitude estelar limite

A magnitude limite no aglomerado aberto IC 2391, por exemplo, foi de uma estrela de magnitude visual 12,3 com 89x. Muitas outras estrelas de magnitude visual 11,4 até 11,8 foram vistas com ampliação de 71x em ambiente urbano, com o alvo em sua posição de máxima altura no céu.

 

Objetos de céu profundo

Usando aumentos de 27x até 89x foram observados a nebulosa M42 com seu trapézio e tudo mais a sua volta, em uma bela imagem, o aglomerado aberto NGC 4755 em Crux, o aglomerado globular M3 em Canes Venatici e NGC 5139 (w centaurus) e todos os aglomerados abertos e nebulosas da região de Eta Carina com imagens precisas e com ótimo contraste. Em todos estes objetos a imagem desse refrator apresentou excelente qualidade identificando com facilidade o que estava sendo observado.

O campo final, em 27x, é de 1,9 graus, para uma ocular tipo Plossl de 52 graus de campo. Esse aumento, que para uma saída de pupila de 4mm, associado a um campo de quase dois graus, torna esse refrator um instrumento muito interessante para grandes campos no céu associado a imagens bem definidas, bem resolvidas. Consegue-se, assim, observar grandes aglomerados abertos e nebulosas e ao mesmo tempo ter uma resolução apurada das estrelas que se tornam bem puntuais. Como a correção cromática é muito eficiente nesse sistema ED, o foco das estrelas vermelhas é o mesmo das amarelas e das azuis. Ou seja, se obtem sempre uma imagem bem definida, fincada, para qualquer objeto, no mesmo foco.

 

A lista de objetos de céu profundo, visíveis com esse refrator em ambiente urbano, é bastante extensa e inclui as Plêiades (M45) em Taurus, os aglomerados globulares NGC 104, em Tucana, M28, M55, M22, M70 em Sagitarius, as galáxias NGC 5128 em Centaurus, M104 em Virgo, M95, M96 em Leo, M31, M32 em Andrômeda e os aglomerados abertos M6 e M7 em Scorpius, M44 em Câncer, M41 em Cão Maior e a nebulosa planetária M27 em Vulpécula. Essa lista se estende para objetos mais tênues até a magnitude visual limite de 10,5 para aglomerados globulares. E isso tudo com uma imagem sempre bem resolvida. E as imagens das estrelas não se degradam com mais aumentos como acontecem normalmente com acromáticos convencionais.

 

Estrelas variáveis:

Com quase 2 graus de campo e um mesmo foco para estrelas amarelas, vermelhas e azuis, a observação de estrelas variáveis ganha muito em precisão. A definição, em 27x, com esse 102ED, é surpreendente. As estrelas são sempre pontos definidos e brilhantes. A qualidade da observação se torna impressionante. E isso interfere na precisão pois ao se comparar duas estrelas de cores diferentes, em focos diferentes, o que acontece com refratores acromáticos convencionais, a avaliação da magnitude se torna mais difícil. O mesmo foco para qualquer cor, de qualquer objeto, faz toda a diferença quando se observam estrelas variáveis. E isso só era possível, até pouco tempo atrás, em telescópios refletores, que, desajeitados e grandes demais, não se mostravam confortáveis nas observações. Pode-observar estrelas de magnitude 5 até 9, com facilidade. Estrelas como CK ORI e V1936 Ori, em Orion, são alguns dos exemplos observáveis em ambiente urbano.

 

Cometas:

O pequeno porte (70cm) e o baixo peso, facilitam o transporte para áreas menos poluídas para a observação de cometas. O foco curto facilita a rápida desfocagem para análise de magnitude por comparação com as estrelas em torno de um cometa. O revestimento verde desse Orion garante um contraste diferenciado, destacando o visual de um cometa, facilitando a estimativa da magnitude e do grau de condensação. Mais uma vez, cores diferentes, em um mesmo foco, torna a observação muito mais interessante e precisa.

 

Lua, Saturno e Vênus

Na observação da Lua foram identificadas, por exemplo, as crateras De Morgan, Whewell e Cayley sem grandes problemas. Alvos como a pequena cratera Santos Dumont aparecem com apenas 178x, bem definida. A ausência daquelas bordas azuladas no entorno lunar demonstra um projeto óptico muito caprichado. O alto contraste na observação da cratera Copernicus, quando no terminadouro, revela imagens espetaculares com definição e riqueza em detalhes. Com 214x aparecem algumas pequenas crateras como algumas da família Linne.

Em Saturno, já bem inclinado em 2013 e 2014, foi possível ver a divisão de Cassini com apenas 119x e seus principais satélites: Titan, Rhea, Dione, Japeto e Tetis. Foi possível ver também um escurecimento em todo o hemisfério norte no globo do planeta e identificar um tom mais claro do globo em relação aos aneis. Em maio de 2013 foi possível ver uma mancha branca na região polar ao norte de Saturno: detalhe invisível para muitos refletores de maior abertura.

Para Vênus, em seu período de elongação máxima matutina, a silhueta ficou bem evidente sem qualquer borda azulada. A visualização da fase ficou bem pronunciada mesmo durante o dia.

 

Em Júpiter

Ponto forte desse 102ED, a observação planetária de Júpiter e Marte se mostra destruidora. A riqueza de cores e detalhes é surpreendente. Em Júpiter, com 178x, pôde se ver a NTB, que fica entre NTZ e a NEB. Pôde-se avaliar comparativamente a largura dos cinturões e faixas como a SEB e a EZ. Com 214x a GMV se mostra de forma clara e muito definida, em cores e formas. Os tons amarronzados a amarelados da atmosfera de Júpiter se mostram bem definidos. As regiões polares NPR e SPR aparecem bem delineadas. Os trânsitos e as ocultações de seus principais satélites, Io, Europa, Calisto e Ganimedes, assim como de suas sombras projetadas no gigante gasoso, podem ser acompanhados com facilidade. Tantos detalhes que se mostram em aumentos inferiores a 220x permitem observações em montagens manuais e sem acompanhamento, sem prejuízo visual e dispensando montagens mais caras e muito mais pesadas. Uma trabalho detalhado da atmosfera de Júpiter foi elaborado à partir de observações visuais e postado no ALPO/Japan.

 

Em Marte

Os detalhes da sua superfície se revelam surpreendentes para apenas 4 pol de abertura. Na oposição de março de 2012, com um tamanho aparente ridículamente pequeno, pôde-se notar a calota polar sem dificuldade com 178x. Já em janeiro de 2014, com Marte ainda em quadratura oeste, com apenas 7 segundos de arco de diâmetro aparente, já se podia ver a calota polar norte. As partes escuras e claras assim como as nuvens que passeiam pela superfície do planeta, são muitos detalhes visíveis com apenas 204x.

Estrelas Duplas

Um sistema binário bem desafiador é uma das estrelas das tres marias, no cinturão de Orion, chamada Alnitak. Surpreendente conseguir separar esse par com menos de 170x. A lista de Duplas separáveis em baixos aumentos é interminável.

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CONCLUSÃO FINAL

Mesmo em se tratando de uma pequena abertura, esse ORION 102ED possui um projeto óptico bem situado nas exigências astronômicas. A portabilidade associada a um desempenho só visto em refletores de maior abertura causa surpresa mesmo em quem já tem mais vivência em observação visual por telescópios. A correção cromática é excelente tornando as estrelas alvos bem puntuais em 27x ou 89x. O ótimo revestimento melhora muito o contraste dos alvos mais tênues. Uma relação focal de F/7 com 714mm facilita baixos e altos aumentos com oculares disponíveis no mercado sem a necessidade do uso de Barlows 2x ou 3x ou oculares inferiores a 5mm, que costumam ser raras e caras. Pode ser facilmente levado para área rural para observação de cometas e objetos de céu profundo, pela boa portabilidade, ou usado em áreas urbanas para estrelas variáveis, estrelas duplas, Lua ou planetas. É versatilidade a toda prova. É como um curinga, atende bem em todas as áreas. Nada escapa a esse telescópio: galáxias, cometas, nebulosas, aglomerados, estrelas variáveis, Lua e demais planetas. Impressiona pela vasta aplicação em astronomia visual.

João Marcos é observador de estrelas variáveis e membro da AAVSO - USA.

 

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